Boa tarde Pessoal,

No feriado de 12 de Outubro de 2015 resolvemos realizar o Caminho da Prece, caminho esse que foi idealizado pelo Polly Ferreira.

Esse caminho tem seu início na cidade de Jacutinga e termino na cidade de Borda da Mata, ambas situadas no Sul de Minas.

Para quem quer começar a fazer cicloviagens e ainda não se sente muito confortável em encarar caminhos mais longos, como o Caminho da Fé, é uma ótima oportunidade para começar.

O percurso possui 70 Km, totalmente sinalizado e com pontos de apoio por todo caminho, claro que dependendo do dia que você passar por eles pode encontra-los fechados.

Mas e ai como é o caminho?

Tem subida?

Será que eu aguento?

O que tenho que levar? E o principal, em quanto tempo consigo percorrer os 70 Km?

Vamos responder isso no decorrer do post.

Para percorrer o Caminho da Prece é necessário um planejamento, levando em consideração o seu condicionamento físico, como quantos Km consigo pedalar em um dia, horário de saída para o pedal, o tempo (Chuva ou Muito Sol), e também se preparar para os imprevistos e obter informações sobre os lugares que pretende parar, seja para descansar ou dormir, muitos só aceitam dinheiro.

Nossa viagem começou no sábado dia 10 de Outubro, por conta de imprevistos começamos a peregrinação as 13h30, logo após comprar as credenciais do Caminho no Hotel Gandhi.

Tiramos a clássica foto com todos participantes e bora pedalar…

Na saída de Jacutinga o Sol já castigava, até mesmo por conta do horário, poucas sombras para ajudar.

Nesse primeiro dia, fomos até a cidade de Inconfidentes, pelo caminho paradas para carimbar a credencial, totalizando 39 Km.

No meio do caminho encontramos uns peregrinos a pé, dentre eles estava o Polly.

Fomos conversando com o pessoal durante alguns quilômetros, novos amigos.

Como estávamos com carro de apoio voltamos para a cidade de Borda da Mata, pois passamos o feriado na casa da família do Glauber Santos.

No segundo dia, contamos com a presença de mais um casal de amigos, esse seria o dia de subir morro. Nesse segundo dia nosso pedal começou as 9h30.

4 Km após sair da Igreja de Inconfidentes, fomos recebidos com uma subida de respeito, para esquentar mesmo, e como o sofrimento é para os vivos e estamos mais vivos do que nunca, chegamos ao topo e paramos para descansar em uma das cruzes espalhadas pelo caminho, indicando a quilometragem, juntamente com uma placa com uma reflexão.

Depois de descansar, pedalamos um pouco no plano e logo começaram a surgir as serras, sabíamos que os 31 Km desse segundo dia não seriam tranquilos como no primeiro, bora seguir em frente que o Calor também estava ali para ajudar a desgastar.

Como comentei, o percurso é muito bem sinalizado, sempre com setas amarelas e/ou pinturas indicando o sentido nas cercas.

Encontramos novamente nossos amigos que estavam fazendo o caminho a pé, mais um pouco de prosa, o Glauber transformou a bike dele em um Cajado (Palavras da Érica) e fomos um bom trecho acompanhando eles, muito bom conhecer a história de cada um e entender o motivo pelo qual está ali, percorrendo 70 km.

Já com quase 18 km completados, resolvemos fazer a para o lanche e hidratação.

Era para ser algo rápido, mas a sombra estava tão boa que a nossa paradinha para a água durou quase 1 hora.

Após esse descanso, com corpo frio foi difícil dar partida rsss. Logo na frente mais uma subida, logo o reaquecimento foi sem fingimento.

Após subidas e tivemos alguns momentos de descida, e sinceramente pessoal, muito cuidado nessas descidas quando forem realizar o caminho. Fácil se empolgar, mas mesmo sendo estradas de terra, trafegam outros veículos ali.

Já perto das 15h30 avistamos a placa de Borda da Mata / Espraiado, sabíamos que estávamos chegando, questão de 1h e já estaríamos la no marco zero do caminho da Prece.

O caminho agora já não tinha mais as megas subidas e o Sol também não estava forte, fomos contemplados com um vento que nos acompanhou até a chegada na cidade de Borda da Mata.

Faltando poucos metros para chegar no marco zero, já era visível o esgotamento pelo dia puxado e também a sensação de realização de cada um.

Nessa hora passa um filme em nossas cabeças, cada Km percorrido, aquele momento de reflexão, por mais que esteja em grupo, você tem o seu momento de conversar com seu inconsciente e refletir sobre muitas coisas.

Após mais algumas fotos, precisava recuperar a energia, e claro não podia faltar o açai.  

Abaixo algumas fotos tiradas durante o caminho.

Video que fizemos sobre a Cicloviagem: